Turquia pede que Europa deixe de apoiar rebeldes curdos

"Não há razão para que a bomba que explodiu em Ancara (...) não seja detonada um dia em outra cidade da Europa", disse Erdogan

O presidente islamita-conservador turco, Recep Tayyip Erdogan, convocou nesta sexta-feira a União Europeia (UE) a abandonar sua complacência em relação aos rebeldes curdos, cinco dias depois de um mortífero atentado suicida em Ancara reivindicado por um grupo curdo.

“Não há razão para que a bomba que explodiu em Ancara (…) não seja detonada um dia em outra cidade da Europa”, disse Erdogan.

“Apesar desta realidade, os países europeus não prestam atenção, como se dançassem em um campo minado”, acrescentou.

Estas declarações do líder turco em um discurso oficial em Canakkale (noroeste) coincidem com a viagem de seu primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, a Bruxelas para negociar com a União Europeia um plano de ação para frear o fluxo de migrantes.

Erdogan atacou em particular a Bélgica, ao afirmar que simpatizantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegalizado) foram recentemente autorizados a carregar bandeiras do movimento perto da sede da Comissão Europeia.

“Não é honesto, não é sincero”, disse Erdogan. “Hoje tiraram as bandeiras, os cartazes. Quem tentam enganar?”. “Tudo isso significa capitular ante o terrorismo. Capitularam ante o terror”, insistiu.

Na tarde de domingo, um carro-bomba se lançou contra um ponto de ônibus da movimentada praça Kizilay de Ancara, deixando 35 mortos e mais de 120 feridos.

O atentado foi reivindicado na quinta-feira por um grupo radical dissidente do PKK, os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), que disse ter agido em represália pelas operações realizadas pelo exército e pela polícia turcas contra a rebelião em várias cidades do sudeste da Turquia.

Erdogan prometeu erradicar o PKK. Desde o atentado de Ancara, reativou a guerra contra todos os que considera seus cúmplices.

Pediu que o Parlamento levantasse a imunidade de deputados pró-curdos e a polícia turca multiplicou nos últimos dias as detenções de partidários da causa curda.

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