Xi e Trump; atentado na Suécia…

Os amigos Xi e Trump

Mesmo em meio à ofensiva na Síria desencadeada pelo presidente americano, Donald Trump, na quinta-feira, o presidente chinês, Xi Jinping, manteve a agenda de sua visita a Mar-a-Lago, o resort de Trump na Flórida. Os dois líderes conversaram sobre relações comerciais e a Coreia do Norte. Embora tenha passado meses afirmando que a balança comercial americana com a China era injusta, Trump disse no encontro que fez “um tremendo progresso” nas conversas com Xi e que a relação dos dois é “excepcional”. O presidente chinês concordou, dizendo que os dois se engajaram em um “profundo entendimento” e que caminham para desenvolver uma relação “estável” e “amigável”.

A primeira vitória de Trump

Síria à parte, Donald Trump também obteve uma importante vitória em casa nesta sexta-feira: o Senado americano aprovou a nomeação do juiz Neil Gorsuch, escolhido para a Suprema Corte. Gorsuch foi aprovado por 54 votos a 45, incluindo três votos de democratas. A confirmação só foi possível graças a uma histórica mudança de regra feita na quinta-feira que permitiu que Gorsuch fosse aprovado com maioria simples, em vez dos 60 votos de costume. A vaga está vazia desde 2013, uma vez que o nomeado do ex-presidente Barack Obama para o cargo foi barrado pela maioria republicana.

Capriles: adeus, 2018?

O líder da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, disse ter recebido uma notificação da Procuradoria-Geral da República venezuelana na qual é informado de que teve seus direitos políticos suspensos por 15 anos. A procuradoria não esclareceu o motivo da decisão, mas Capriles é acusado de ter recebido propina da empreiteira brasileira Odebrecht. Governador do estado de Miranda, ele já concorreu duas vezes à Presidência e, com a decisão, fica impedido de se candidatar nas eleições de 2018 contra o atual presidente, Nicolás Maduro.


Latino-americanos unidos


Ameaçados pelo protecionismo de Donald Trump, o México e os sul-americanos tentam se unir para se fortalecer: em reunião durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em Buenos Aires, representantes do Mercosul e da Aliança do Pacífico (formada por Chile, Colômbia, México e Peru) reforçaram seu apoio à integração dos dois blocos. “Nos comprometemos a avançar em um momento em que reina a incerteza”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz. “Temos que reagir, não podemos ficar impassíveis ante a incerteza de Washington”, completou o ministro das Relações Exteriores do México, Guajardo Villareal.

Atentado em Estocolmo

Um homem matou quatro pessoas e feriu pelo menos 12 ao atropelar pedestres com um caminhão no centro de Estocolmo. O primeiro-ministro, Stefan Löfven, disse que a Suécia foi “atacada” e que “tudo aponta para um atentado terrorista”. A polícia divulgou uma foto do suspeito e prendeu um homem de 39 anos, que se declarou “simpatizante do Estado Islâmico”. O serviço de metrô e os trens foram cancelados em Estocolmo, e a segurança foi reforçada em aeroportos de países vizinhos, como Finlândia e Noruega. Em visita ao Brasil, o rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Silvia da Suécia divulgaram nota lamentando o ataque.

Protestos na África do Sul

Mais de 50.000 sul-africanos foram às ruas nesta sexta-feira pedindo a renúncia do presidente Jacob Zuma. Zuma já foi acusado de corrupção por diversas vezes, mas a insatisfação popular se intensificou após o presidente demitir o ministro da Fazenda, Pravin Gordhan, na última sexta-feira 31. Gordhan, veterano na luta contra o apartheid, era respeitado pelos sul-africanos e pelo mercado e foi substituído por um aliado de Zuma sem experiência técnica na área econômica. A demissão provocou um racha inclusive no partido de Zuma, o Congresso Nacional Africano — o mesmo de Nelson Mandela e que controla o país desde 1994. Essa é a mais grave crise política na África do Sul desde o fim do apartheid.

Preconceito no Google

O governo dos Estados Unidos acusou o Google de “disparidades sistêmicas” no pagamento de salários para trabalhadoras mulheres. Segundo o Departamento de Trabalho de São Francisco, onde fica a sede da empresa, o Google violou a lei de igualdade salarial no pagamento de cerca de 21.000 de suas empregadas. A empresa nega as acusações. Em janeiro, o Departamento também já havia processado outra companhia de tecnologia, a Orange, pelo mesmo motivo.

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