As 3 principais mensagens do CEO do Linkedin pós-Microsoft

Weiner afirmou que é normal ficar animado ou apreensivo diante de uma grande mudança na companhia, mas que a cultura não iria mudar com a aquisição

São Paulo – Na manhã em que a Microsoft anunciou que havia comprado o LinkedIn, o CEO da rede profissional reuniu seus funcionários para uma conversa sobre o futuro da companhia – e da humanidade.

Em uma carta, Jeff Weiner já havia apontado os motivos que levaram à fusão, como integrações dos produtos das duas empresas para criar ferramentas melhores para os profissionais.

A aquisição do LinkedIn representa “dezenas de dólares de oportunidades reais que podemos perseguir em virtude do nosso produto, nossa aplicação, a plataforma que estamos construindo”, afirmou ele.

Já a conversa foi mais pessoal. Weiner se emocionou ao agradecer aos funcionários pelo crescimento da empresa nos últimos sete anos e meio, desde que ele assumiu o papel de liderança.

No período, a equipe cresceu de 338 pessoas para mais de 10.000, os membros foram de 32 milhões a 433 milhões e o faturamento, de US$ 78 milhões para US$ 3 bilhões.

Dirigindo-se à sua equipe, Weiner afirmou que é normal ficar animado, apreensivo ou assustado diante de uma grande mudança na companhia, mas que a rotina e a cultura da empresa não iriam mudar com a aquisição da Microsoft.

Confira abaixo os principais pontos das mensagens do CEO do LinkedIn à sua equipe.

Independência nas decisões

Mesmo com a aquisição da Microsoft, o LinkedIn continuará atuando de forma independente. Weiner contou que, ao se reunir com o CEO da Microsoft, Satya Nadella, ele se perguntou como a empresa iria funcionar dali em diante.

“Ele (Nadella) iria propor uma integração completa do LinkedIn? Iríamos nos tornar uma divisão, eu precisaria me mudar para o Norte (a sede da rede profissional é na Califórnia e a Microsoft fica no estado de Washington)?”, ele se perguntou.

Mas o presidente da Microsoft afirmou que a empresa operaria de forma independente. Segundo Nadella, o YouTube, WhatsApp e Instagram continuaram sendo serviços separados depois de serem comprados pelo Google e Facebook, respectivamente, e por isso conseguiram crescer extraordinariamente.

Rotina será a mesma

E em relação aos funcionários? A rotina e o trabalho serão mantidos, garantiu ele. Os cargos serão os mesmos e os chefes continuarão em seus postos.

“Nós continuamos com a mesma missão e visão e isso é mais importante que nunca. Temos a mesma cultura e valores e vocês estão presos comigo. Continuo sendo o CEO”, afirmou.

Robôs serão o futuro – e o presente

Para o presidente, o trabalho do LinkedIn tem ainda mais importância diante do avanço da tecnologia.

Weiner mencionou a substituição de 60.000 funcionários por robôs em uma fábrica da Foxconn na Ásia e a automatização dos postos de trabalho em redes de fast food como o McDonald’s e em estoques do Walmart.

“O futuro distópico onde os robôs substituem as pessoas, que vem sendo previsto na ficção científica há décadas, está acontecendo. Já começou”, disse.

A missão do LinkedIn é criar oportunidades de negócio e melhorar o mercado de trabalho, afirmou ele, ajudando os profissionais a se conectarem e a se desenvolverem. “Por isso estamos aqui e fazemos o que fazemos”, concluiu.

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