O que aprendemos com a Alibaba desde seu IPO de US$ 25 bi

Agora que a chinesa Alibaba vem sendo negociada em NY há um ano, listamos cinco coisas que os investidores aprenderam sobre a gigante do comércio eletrônico

A ação não é algo certo

A euforia inicial em torno da Alibaba, que tem sede em Hangzhou, foi tão intensa que, dois meses após a abertura de capital, seu valor de mercado disparou para US$ 294 bilhões — valor maior que o atual da Facebook Inc. –. Depois disso, a ação iniciou seu longo declínio e perdeu US$ 150 bilhões em valor de mercado até setembro de 2015, tornando-se a maior destruidora de patrimônio entre os acionistas no período.

Confrontada por ações judiciais e pelos desafios de lidar com produtos falsificados, a empresa não é a ação imperdível que as pessoas pensavam. Mas as coisas parecem ter melhorado ultimamente e os papéis caminham para o maior ganho mensal desde sua estreia na bolsa, há pouco mais de um ano.

Se a China cai, a Alibaba também

Como mais de 82 por cento de sua receita gerada na China, a Alibaba é extremamente sensível à economia do país, que caminha para o ritmo de crescimento mais lento em 25 anos. Para lidar com a desaceleração do mercado doméstico, a empresa vem tentando diversificar, expandindo-se agressivamente em países como Rússia e Brasil.

Jack ainda está no comando

Quando o bilionário Jack Ma deixou o cargo de CEO da Alibaba, em 2013, ele disse que queria se dedicar mais ao meio ambiente e à filantropia. Talvez ele tenha desistido do título, mas não há dúvidas sobre quem dita as regras em Hangzhou. O ex-professor de inglês continua sendo a cara da companhia — ele acompanhou o presidente Xi Jinping em viagens aos EUA e ao Reino Unido recentemente — e escreve as cartas endereçadas aos acionistas nos relatórios financeiros da Alibaba.

Ramificação

A empresa vem tentando ir além do comércio eletrônico, adquirindo participações em equipes de futebol, estúdios cinematográficos e empresas de saúde — foram anunciados US$ 14,8 bilhões em transações neste ano, segundo dados compilados pela Bloomberg. A ideia é que a Alibaba se desenvolva fora do comércio eletrônico e se fortaleça em áreas como o cinema e o esporte, sistemas de pagamento, sistemas operacionais e computação na nuvem. A questão é se os investidores suportarão a onda de aquisições.

Investidores vêm em terceiro lugar

Falando nos investidores, Ma não estava brincando quando disse a possíveis acionistas, em 2014, que os funcionários e clientes eram mais importantes do que Wall Street. A Alibaba tem cuidado bem de sua equipe, tendo distribuído quase 4 bilhões de yuans (US$ 630 milhões) no trimestre que terminou em junho.

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