Conversas entre Estácio e Unip não prosperam

A Estácio Participações tentou sem sucesso aproximação com a Unip, enquanto a Ser Educacional prepara novos termos de sua proposta

Rio de Janeiro  – Alvo de propostas de dois grupos educacionais, a Estácio Participações tentou sem sucesso aproximação com a Unip, enquanto a Ser Educacional prepara novos termos de sua proposta até o começo da próxima semana.

A Estácio informou ao mercado que seu segundo maior acionista e atual presidente-executivo, Chaim Zaher, teve conversas informais e preliminares com representantes da Unip, mas que elas não prosperaram e não foram discutidas no âmbito do Conselho de Administração.

O comunicado veio em resposta a uma consulta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o site da revista Exame ter publicado na véspera que Zaher e João Carlos Di Genio, fundador da Unip, estavam discutindo discretamente uma fusão das redes de ensino.

“A Estácio informa que não está discutindo qualquer fusão ou associação com a Unip”, afirmou a empresa.

Enquanto isso, a nova proposta da Ser Educacional deve ser apresentada até o início da próxima semana, disse uma fonte a par das negociações.

Uma possível injeção em dinheiro além dos 590 milhões de reais em dividendos já divulgados na oferta anunciada em 5 de junho depende principalmente à governança da empresa a ser criada e que está sendo alinhada com a Estácio, disse a fonte.

“Está ocorrendo um alinhamento de interesses (entre Ser e Estácio) e como está empresa deve ser direcionada no longo prazo”, disse a fonte. “Se a Ser sentir que vai precisar de um ajuste em dinheiro não teria muito problema em fazer… A proposta da Kroton não é imbatível”.

Esta semana, a Kroton melhorou em quase um terço sua oferta não solicitada pelo controle da Estácio em relação ao plano divulgado em 2 de junho.

Em reunião na véspera, Ser e Estácio se aprofundaram em termos como o número de membros do Conselho, mas ainda não foi definido quem seria o chairman da nova empresa. Também não foram definidos o papéis de Zaher e de Janguiê Diniz, acionista controlador e presidente do Conselho da Ser Educacional, caso uma fusão entre as empresas se concretize.

“Os dois são entes ativos (em suas companhias), o que importa, no caso de uma fusão, é que as atividades deles sejam operacionais”, afirmou a fonte.

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