CSN volta a criticar Nippon por contratos com a Usiminas

CSN publicou nota em jornais criticando o aumento dos contratos da Nippon com a Usiminas, que passaram de R$ 4 bilhões para R$ 20 bilhões

São Paulo – A CSN afirma “estar muito preocupada” com o tratamento considerado por ela “raso” dado à questão do aumento em número e valor de contratos do Grupo Nippon Steel com a Usiminas, de menos de R$ 4 bilhões declarados em 2011 para R$ 20 bilhões em 2014, como consta no respectivo formulário de referência.

Na nota publicada em jornais nesta quarta-feira, 13, para “restabelecer a verdade e cobrar esclarecimentos”, a CSN lembra que é a maior acionista brasileira da Usiminas e que o grupo japonês “insiste em negar informações públicas”.

Isso após a Nippon ter publicado na segunda-feira (11) carta alegando que a concorrente tem conduzido campanha em jornais e em outros veículos de mídia “espalhando diversas críticas infundadas” contra a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation”.

“Ignorando a posição do Cade, que rejeitou quaisquer inconformidades com os contratos entre NSSMC e Usiminas, a CSN insiste em indicar, de maneira enganosa, que o valor agregado dos contratos entre Usiminas e NSSMC teria aumentado de R$ 2 bilhões em 2012 (antes da entrada da Ternium) para mais de R$ 20 bilhões em 2014 (após a entrada da Ternium)”, dizia a Nippon.

Sobre a menção ao Cade, a CSN rebate que o grupo Nippon Steel tenta “enredar terceiros de reputação ilibada em seu ardil”.

A CSN diz, ainda, que não há em atas de reunião de conselho de administração da Usiminas, registradas na Jucemg, notícia de que esses contratos tenham sido aprovados pelo colegiado, como manda o estatuto da siderúrgica mineira.

“Disso se conclui que, ou as atas não foram registradas, como manda a lei, ou os contratos nunca foram aprovados.”

Na nota, a CSN volta a questionar a necessidade do aumento de capital, no valor de R$ 1 bilhão, “quando o próprio Grupo NSC reconhece que há recursos suficientes na controlada Mineração Usiminas SA (Musa)”, em torno de R$ 1,3 bilhão, “que não foram disponibilizados à Usiminas por oposição do Grupo NSC, que prefere que o financiamento da Usiminas se dê da forma mais gravosa aos seus minoritários, muitos dos quais foram diluídos nesse último aumento de capital.”

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