Dos tênis ao batom: Netshoes passará a vender maquiagem

Os cosméticos serão vendidos na Zattini a partir do meio do ano e o objetivo é que, no futuro, a plataforma funcione como uma loja de departamentos online

São Paulo – Depois de entrar no mundo da moda, o Grupo Netshoes anunciou que passará a vender cosméticos, maquiagem e outros produtos de beleza.

O segmento será coordenado pelo Thiago Maia, que chegou ao grupo vindo de empresas como L’Oréal, Reckitt Benckiser e Unilever.

Os cosméticos serão vendidos na plataforma Zattini a partir do meio do ano e o objetivo é que, no futuro, a plataforma concentre produtos de beleza, moda, nutrição e acessórios, como uma loja de departamentos online voltada a mulheres.

Lançada em dezembro de 2014, a plataforma é o braço de moda da empresa conhecida pelos seus produtos esportivos. Ela registrou um forte crescimento já em seu primeiro ano de operação, superando 100 milhões de reais em faturamento.

Foi também a protagonista da primeira aquisição de marca do grupo, a Shoestock. Os sapatos da marca serão relançados no segundo semestre do ano.

“A Zattini já nasceu dentro de uma estrutura robusta, que compartilha de toda a infraestrutura e tecnologia desenvolvidas pelo grupo ao longo de seus 16 anos. Toda essa sinergia cria um poder de escalabilidade e rentabilidade muito forte”, destaca Leonardo Dib, diretor de operações financeiras do Grupo Netshoes.

Resultados

O faturamento bruto do grupo de comércio eletrônico cresceu 33% no ano passado, para 2 bilhões de reais ante 1,5 bilhão no ano anterior. As operações internacionais, na Argentina e no México, registraram crescimento de 80% no faturamento no último ano.

Em nota, Dib afirma que “continuamos balanceando forte crescimento com melhoria de margem e geração de caixa, fundamentos vitais para um negócio sólido e sustentável”.

O ano foi agitado para a Netshoes. A novidade mais recente é uma parceria com o Itaú para lançamento do cartão de crédito N Card. 

Recentemente, ela também colocou sua plataforma de marketplace no ar, investiu forte no desenvolvimento de marcas próprias, comprou a Shoestock e disponibilizou navegação grátis pelo Mobile para seus clientes.

Apesar do crescimento, a empresa ainda opera no vermelho. Ela apresentou prejuízo de 63,2 milhões de reais no ano, contra 93,6 milhões de resultado negativo no ano anterior. Segundo Dib, o resultado foi impactado pelo lançamento da Zattini e investimentos no exterior. 

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