Festa de 50° aniversário de Buffett na Berkshire é moderada

Com a perda de força das ações da Berkshire Hathaway, a festa do 50º ano de Warren Buffett na liderança da empresa é um pouco mais contida

Seattle – As ações da Berkshire Hathaway Inc. beiravam os valores mais altos da sua história no começo do 50° ano de Warren Buffett na liderança da empresa. Mais recentemente, elas começaram a perder força.

As ações declinaram 5,2 por cento desde 31 de dezembro e se encaminham para seu primeiro recuo anual desde 2011, apesar de Buffett ter dado um dos maiores golpes da sua carreira no mês passado.

Ao apoiar a fusão da H.J. Heinz com a Kraft Foods Group Inc., ele agora é dono de uma participação avaliada em cerca de US$ 26 bilhões, mais do dobro do montante que ele tinha pago.

Há menos que celebrar em relação a alguns dos outros investimentos e negócios da Berkshire. A ferrovia de Buffett tem tido que gastar muito para se recuperar de atrasos nos serviços em 2014.

Sua divisão de resseguros, uma das principais fontes de financiamento da companhia, está enfrentando uma concorrência cada vez maior. E alguns dos seus maiores investimentos em ações – como a International Business Machines Corp. e a American Express Co. – vêm correndo atrás do mercado.

“Estamos falando em uma carteira de empresas grande e diversificada”, disse Jim Shanahan, analista da Edward Jones. “Algumas renderão abaixo do antecipado, e outras, acima”.

No curso das últimas cinco décadas, Buffett transformou a Berkshire em uma operação abrangente e desenvolveu um dos melhores históricos de investimentos da história.

Até 2014, o preço das ações da companhia tinha uma média de ganhos anuais de mais do dobro daquela do Standard Poor’s 500 Index. O índice de ações de referência subiu 1,7 por cento neste ano.

Entre as dezenas de subsidiárias da Berkshire há seguradoras, fabricantes industriais, varejistas, concessionárias de energia elétrica e a ferrovia, a BNSF. Buffett também supervisiona uma carteira de ações avaliada em mais de US$ 100 bilhões.

Desafios

A Berkshire enfrenta desafios.

As carradas na ferrovia de Buffett recuaram 0,1 por cento no segundo trimestre em relação há um ano. Apesar de ser um declínio menor do que aquele da sua concorrente na região oeste dos EUA, a Union Pacific Corp., alguns custos vêm subindo na BNSF.

Buffett se comprometeu a gastar US$ 6 bilhões em atualizações em 2015 depois de atrasos ocorridos no ano passado, ligados a um crescimento acelerado dos embarques de petróleo e à dureza do clima do inverno.

“Despesas dessa magnitude têm poucos precedentes entre as ferrovias”, escreveu ele na sua carta anual aos acionistas em fevereiro. “Nossos enormes investimentos levarão a um sistema com mais capacidade e um serviço muito melhor no futuro próximo. Mais lucros deveriam segui-los”.

Buffett tem sido menos otimista em relação ao futuro das suas operações de resseguros da Berkshire.

Durante décadas, ele empregou os prêmios que essas divisões tinham até o pagamento das solicitações de compensação, chamados de “float”, para financiar as ações e aquisições escolhidas por ele. Em maio, ele disse que as perspectivas para o negócio tinham “piorado”, pois hedge funds e outros investidores entraram em massa no setor, baixando o preço da cobertura.

Ações

Buffett tem menos controle sobre as empresas na sua carteira de ações – e algumas delas vêm tendo problemas.

Ele investiu quase US$ 11 bilhões para acumular uma participação na IBM em 2011. Desde então, a fornecedora de serviços informáticos tem trabalhado para se transformar em vendedora de tecnologia de computação em nuvem e analítica de dados.

A receita recuou durante 13 trimestres consecutivos. Hoje, as ações da IBM são negociadas a um preço inferior daquele pago por Buffett para adquiri-las.

O caixa da Berkshire tem crescido nos últimos trimestres e equivalia ao montante recorde de US$ 63,7 bilhões no final de março.

Embora esse dinheiro não esteja gerando quase nenhum ganho, os acionistas de longo prazo esperarão a que Buffett realize seu próximo grande investimento, disse Meyer Shields, analista da Keefe Bruyette and Woods.

“Eu não acredito que eles ou sua base de investidores se importem se forem precisos mais cinco anos para que as coisas tenham uma avaliação atraente”, disse ele. “A Berkshire é muito disciplinada no que tange ao que vai pagar”.

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