Gol espera continuar crescendo na América Latina

A Argentina é um dos países onde a companhia mais registrou aumento de operações nos últimos tempos

Buenos Aires – Com presença cada vez maior na América Latina, a Gol espera continuar a crescer na região graças a uma maior atuação na América do Sul – especialmente no Cone Sul e na Bolívia – e sem se descuidar do mercado caribenho, disse nesta terça-feira à Agência Efe o vice-presidente de Vendas e Marketing da companhia aérea, Eduardo Bernardes.

“Temos uma confiança muito grande nos mercados da América do Sul, que vão continuar crescendo, e nosso objetivo principal é estarmos muito fortes na região para aproveitar este crescimento”, declarou Bernardes em entrevista à Agência Efe em Buenos Aires.

A Argentina é um dos países onde a companhia mais registrou aumento de operações nos últimos tempos, da mesma forma que ocorreu em Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia, sem perder também de vista seus destinos no Caribe (República Dominicana e Suriname).

Este reforço das operações é essencial para a estratégia atual da Gol e vai na contramão do que ocorre no mercado brasileiro, onde a conjuntura econômica fez com que, por exemplo, no primeiro semestre de 2016 o número de passageiros de voos comerciais diminuísse cerca de 8%.

“Mudamos a rede para crescer na América do Sul, onde a economia dos países está para crescer mais forte que a economia do Brasil. Isto já é uma mudança importante”, afirmou o vice-presidente da Gol.

As mudanças, no entanto, não representam a perda das características que, segundo o executivo, tornam a companhia forte: “pontualidade”, “segurança”, bom atendimento e os melhores serviços tecnológicos à disposição do cliente.

Em 2015, a Gol reduziu sua frota de 143 aviões para 120 para se adaptar às novas condições do mercado, que impunham a diminuição da rede aérea no Brasil para ter um “tamanho correto”, disse Bernardes, ressaltando que o olhar para outros países da região é de esperança.

Atualmente, a Gol mantém essa confiança, vê resultados especialmente positivos na Argentina e passou a também focar em atrair o “cliente corporativo”, um público para o qual já se tornou líder no mercado brasileiro graças à criação de uma classe especial, entre as tarifas econômicas e as executivas.

Para o futuro, também é encarada como chave a estratégia de alianças com outras companhias, como KLM, Air France ou Delta, que permitem a um cliente da Gol do interior do Brasil chegar a Nova York.

Quanto à frota, apesar de planejar a incorporação de avanços na cabine, como conexões a internet ultrarrápidas, todos os aviões da Gol continuarão sendo exclusivamente Boeing 737, algo que lhes permite reduzir custos de manutenção e de treinamento dos pilotos.

“Além disso, o avião 737-700 e 800 da Boeing tem uma confiabilidade operacional muito alta e garante uma operação bem-sucedida. Somos a linha aérea líder em pontualidade no Brasil”, reiterou Bernardes.

“Nós começamos a operação da Gol em 2001, com seis aviões, e hoje temos uma frota de 120. Começamos com sete mercados e hoje operamos para mais de 60 destinos… Com certeza nós fomos responsáveis por uma criação de mercado no Brasil, na América do Sul, que não existia para o mercado de turismo”, destacou.

Se as companhias aéreas trabalham em conjunto com os governos de cada país, Bernardes prevê que no futuro os sul-americanos pegarão mais voos e não só devido à melhora do poder aquisitivo dos cidadãos.

O vice-presidente da Gol enfatizou a importância de promover a “ideia no cliente da região de que é possível pegar um voo no interior da Argentina e chegar no interior do Brasil”. Ou seja, criar a cultura de voar na América do Sul.

“Isto não é tão complicado como algum cliente possa imaginar. Esse é um papel que a linha aérea tem muito forte junto com as autoridades de turismo das regiões”, opinou.

O que está fora de dúvida é um futuro no qual a aviação não desempenhe um papel fundamental para “aproximar pessoas” e fomentar o desenvolvimento econômico e os vínculos entre os povos da América do Sul.

“Não imagino um mundo sem aviação, seria um mundo muito mais triste do que é hoje”, concluiu Bernardes. EFE

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