Habilidade com telas de iPhone rende US$ 7 bilhões a magnata

Cada vez que você deslizou o dedo pela tela de um iPhone ou Galaxy, você pode ter ajudado a tornar Yeung Kin-man mais rico

Cada vez que você deslizou o dedo pela tela de um novo iPhone ou inseriu comandos em seu Galaxy, você pode ter ajudado a tornar Yeung Kin-man mais rico.

Yeung é o fundador e CEO da Biel Crystal Manufactory (HK) Ltd., que tem sede em Hong Kong e é uma das maiores fornecedoras de proteções de vidro para a Apple Inc. e a Samsung Electronics Co., as duas principais fabricantes de smartphones do mundo.

Seu controle sobre essa empresa de capital fechado e sua capacidade de se defender de concorrentes como a Lens Technology Co., de capital aberto, renderam a Yeung um patrimônio líquido de US$ 7,2 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

“No campo das telas, Biel sempre foi o líder de mercado”, disse Terry Yu, analista da IHS Technology em Xangai. “A Lens vem crescendo muito rapidamente, mas ainda está atrás da Biel. No curto prazo, não vejo nenhum concorrente para essas duas empresas”.

Representantes da Biel não responderam a sete telefonemas pedindo entrevista com Yeung. As assessorias de imprensa da Apple e da Samsung preferiram não comentar sobre seus fornecedores.

Capas protetoras

Biel recebe folhas de matéria-prima fornecidas por fabricantes de vidro, como a Corning Inc. — maior fornecedora mundial de matérias-primas para telas de smartphone, segundo Yu –, e as transforma em capas protetoras.

O negócio teve uma receita de US$ 3,2 bilhões em 2013, disse Yeung, em um discurso na celebração do Ano-novo chinês na empresa, em 2014. As vendas aumentaram para cerca de US$ 4 bilhões no ano seguinte, segundo o jornal financeiro estatal Securities Daily.

Ele é dono da Biel juntamente com Lam Wai Ying, segundo declarações corporativas ao Registro Mercantil de Hong Kong. Eles foram identificados como marido e mulher no site do governo local da cidade chinesa de Huizhou, onde a Biel possui uma fábrica. Yeung possui 51 por cento da empresa e Ying, 49 por cento, segundo as declarações.

O índice credita toda a fortuna a Yeung, por ser o fundador e CEO da Biel, o que faz dele a 10a pessoa mais rica de Hong Kong.

Relógios, smartphones

Yeung entrou no negócio de fabricação há quase três décadas fornecendo tampas de vidro para relógios.

Ele começou a produzir tampas de vidro para smartphones após notar que a tela de plástico de seu telefone celular arranhava facilmente, segundo uma reportagem do Chutian Metropolis Daily, no início deste ano. Isso o levou a recomendar o uso do vidro às fabricantes de smartphone, disse o jornal.

Ele começou a fabricar as tampas após receber uma encomenda de 1 milhão de telas para o Motorola Razr, segundo o Hong Kong Economic Journal. Ele acabaria produzindo 100 milhões de unidades para a fabricante de telefones, disse o jornal.

A empresa tomou a Apple como cliente quando foi lançada a primeira geração do iPhone, em 2007, segundo a reportagem.

Operando a partir de fábricas nas cidades chinesas de Shenzhen e Huizhou, no sul do país, a Biel se transformou na maior fabricante de tampas de vidro do setor, segundo Claire Ohm, porta-voz da LG Display Co., fabricante de produtos para telas digitais com sede em Seul que também é cliente.

“Grande parte das tampas de vidro que usamos é fornecida por essa companhia”, disse ela.

Avaliações concorrentes

Way Kuo, presidente da Universidade da Cidade de Hong Kong, avaliou a Biel em 110 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 14,2 bilhões) em um artigo de 23 de setembro no South China Morning Post sobre Yeung depois que o bilionário fez uma doação recorde de US$ 26 milhões à faculdade.

A Lens tem uma capitalização de mercado de US$ 6,4 bilhões e é controlada por Zhou Qunfei, a mulher mais rica da China, que tem um patrimônio líquido de US$ 5,6 bilhões, segundo o índice.

Peng Mengwu, secretário do conselho da Lens, disse por e-mail que não considera a Biel uma concorrente, acrescentando que a empresa serve “clientes de marcas de luxo”.

Com o aumento do volume de pedidos, a Biel se expandiu para mais de 1,2 milhão de metros quadrados de espaço produtivo em suas instalações fabris na China e emprega mais de 100.000 trabalhadores, disse o jornal.

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