IBM vê ponto de inflexão disponível para internet das coisas

A companhia de serviços de computação e software disse que seu negócio de internet industrial cresceu para 6 mil clientes pagantes, ante 4 mil no final de 2015

Frankfurt – Conectar sensores de computadores em fábricas, carros, lojas e escritórios para ajudá-los a operar de maneira mais inteligente na internet industrial, chamada de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), está avançando para além dos protótipos e em direção à produção em massa, disse a IBM nesta segunda-feira.

A companhia de serviços de computação e software, que tem enfrentado queda no crescimento em seu negócio tradicional nos últimos anos, disse que seu negócio de internet industrial cresceu para 6 mil clientes pagantes, ante 4 mil no final de 2015.

A internet das coisas, que dá a bilhões de partes de máquinas a capacidade de enviar e receber dados, é vital para a transformação da IBM, uma vez que a empresa vem mudando o foco para áreas que prometem crescimento nos lucros, como as áreas de análises, segurança e serviços em nuvem.

Que este ponto de inflexão pode estar chegando agora para a internet industrial é corroborado por uma recente pesquisa global com 4.500 executivos, que tomam de decisões corporativas em 27 países consultados pela empresa de pesquisas IDC, que descobriu que o mercado está se movendo para além de projetos para testar ideias em direção ao desenvolvimento de projetos completos.

“Nós achamos que 2019 será aquela curva de inflexão onde o mercado realmente decola”, disse o analista de IoT da IDC, Vernon Turner, sobre como os casos de negócio provados nos próximos dois anos abrirão caminho para que a internet das coisas se torne disseminada.

Para atingir a demanda crescente, a IBM disse que planeja contratar mil pessoas nos próximos anos em sua nova sede global de IoT em Munique, disseram executivos.

Isto é parte de um movimento mais amplo da empresa para contratar 25 mil novos funcionários globalmente em áreas de crescimento, enquanto corta funcionários e custos nos negócios de hardware e serviços, com crescimento mais lento.

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