Itaú reestrutura banco corporativo e de investimento

O Itaú Unibanco está reestruturando sua área de banco corporativo e de investimento para melhorar a eficiência e reduzir custos

O Itaú Unibanco Holding SA, maior banco da América Latina em valor de mercado, está reestruturando sua área de banco corporativo e de investimento para melhorar a eficiência e reduzir custos após uma queda na receita do negócio, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.

Christian Egan, que atualmente dirige a área de trading de ações e de mercado de capitais para dívida, vai assumir também o banco de investimento e a área de empréstimos e serviços para empresas ultragrandes, disseram as fontes, pedindo anonimato porque as mudanças ainda não são públicas. Ele será o subchefe de uma nova área chamada de corporate e investment banking (CIB), disseram as pessoas.

Ele vai se reportar a Alberto Fernandes, hoje vice-presidente-executivo global de banco corporativo e membro do comitê executivo, disseram as fontes. Fernandes será o chefe do CIB.

Egan assumirá as responsabilidades de Jean Marc Etlin, CEO do banco de investimento global, que deixará o cargo em dezembro, disseram as fontes.

Uma nova divisão de banco comercial será criada para atender as empresas menores e será chefiada por André Rodrigues, atual diretor do banco corporativo.

A crise econômica do Brasil reduziu a demanda por serviços de banco de investimento e a receita do Itaú com o negócio caiu 74 por cento, para US$ 32 milhões, até 15 de outubro deste ano, contra US$ 121,1 milhões no mesmo período de 2014, segundo dados da Dealogic. Em todo o setor, o número caiu quase 60 por cento, para US$ 331 milhões, nível mais baixo desde 2004.

Crise econômica

Os economistas preveem que a crise econômica do Brasil se tornará a recessão mais longa do país desde a Grande Depressão, nesse ano e no próximo, enquanto a presidente Dilma Rousseff tem dificuldades para reforçar as contas públicas para evitar novos rebaixamentos da classificação de crédito soberano. Uma investigação sobre corrupção na estatal Petrobras está se somando à crescente inadimplência em empréstimos corporativos, aumentando o aperto de crédito para as empresas brasileiras e elevando o número de companhias que entraram com pedido de recuperação judicial.

Um porta-voz do Itaú confirmou as mudanças na direção.

Etlin, que é membro do comitê executivo, deixará o Itaú no fim de dezembro por motivos pessoais, disse o banco na semana passada. Egan não será do comitê executivo, disseram as fontes. O Itaú BBA, braço corporate e de banco de investimento do Itaú, tirou Etlin em 2005 do UBS Group AG, onde ele era chefe do banco de investimento para a América Latina.

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