Kroton quer comprar Estácio em operação envolvendo só ações

A notícia foi antecipada por EXAME.com no blog "Primeiro Lugar", por Tiago Lethbridge

São Paulo – A Kroton, maior companhia de ensino superior privado do país, anunciou nesta quinta-feira que está avaliando a compra da rival Estácio Participações em uma operação envolvendo apenas ações.

Os planos da Kroton ocorrem em meio à redução das verbas federais para o financiamento do ensino superior privado através do Fies e à recessão no país, que trouxeram dificuldades ao setor de ensino superior privado na captação e na retenção de alunos.

A Kroton informou que já contratou o Itaú BBA e o escritório de advocacia Barbosa Müssnich Aragão para assessorarem a empresa em uma eventual transação com a Estácio.

Segundo a Kroton, a relação de troca avaliada internamente pela companhia para a empreitada seria de 0,977 ação da Kroton para cada 1 ação da Estácio, com base no preço médio dos últimos 30 pregões na BM&FBovespa anteriores ao anúncio desta quinta-feira.

“É importante ressaltar, no entanto, que não há negociações em curso com qualquer membro da administração da Estácio, e, tampouco, nenhum acordo celebrado ou proposta formulada entre tais companhias”, afirmou a Kroton em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com base na relação de troca, as ações da Kroton seriam distribuídas entre os acionistas da Estácio e da própria companhia na proporção de 15,7 e 84,3 por cento, respectivamente.

A Kroton encerrou o primeiro trimestre com 1,01 milhão de alunos no país, enquanto a Estácio divulgou base total de 588 mil estudantes. A Kroton tem operações de ensino presencial mais concentradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, enquanto a Estácio possui campi em todos os Estados do Nordeste e em alguns da região Norte.

A avaliação da Kroton pela aquisição da Estácio acontece depois que a companhia conseguiu concluir a venda da operação de ensino à distância Uniasselvi, mais cedo neste ano, por 1,1 bilhão de reais.

A venda do ativo foi determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como condição para aprovar a aquisição da Anhanguera Educacional pela Kroton, anunciada em 2013.

Matéria atualizada às 10h

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