O novo CEO da Vale

Após muitas especulações – com nomes que iam de políticos a presidentes de empresas – Fabio Schvartsman, atual presidente da fabricante de papel e celulose Klabin, foi confirmado como no comando da mineradora Vale. O executivo substituirá Murilo Ferreira a partir de 22 maio em um mandato de dois anos.

O nome foi bem recebido pelo mercado. As ações da Vale, que começaram o dia em queda, fecharam em alta de 1,8% nos papéis ordinários e de 2,6% nos preferenciais. Já as ações da Klabin caíram 3%. Schvartsman está no comando da Klabin desde fevereiro 2011. Antes disso, o engenheiro de produção trabalhou durante 22 anos no grupo Ultra, no qual foi responsável pela abertura de capital da holding, a Ultrapar.

Sob seu comando, a Klabin elevou o volume de vendas de um milhão de toneladas para 2,7 milhões de toneladas em 2016. A receita da companhia passou de 3,6 bilhões em 2010 para 7 bilhões de reais em 2016. O principal medo dos investidores era de que o novo presidente da Vale fosse uma indicação meramente política. Em março, a Vale contratou uma empresa internacional de seleção de executivos, a Spencer Stuart, para ajudar no processo de escolha e troca de comando.

Ferreira liderou a Vale durante um período de turbulência na indústria da mineração mundial, com os preços do minério abaixo dos 50 dólares, e enfrentou alguns dos momentos mais difíceis da história da empresa, como o acidente de Mariana, em Minas Gerais. Hoje, com o valor do minério na casa dos 80 dólares, a situação parece mais controlada.

Em 2016 a companhia teve um lucro de 13,3 bilhões de reais, após um prejuízo de 44,2 bilhões no ano anterior por uma redução no valor dos ativos. A Vale produziu um recorde de 348,8 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016, devido à melhor performance operacional das minas no norte do país.

O principal desafio de Schvartsman será a enrolada mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. A empresa permanece com suas operações paradas desde o rompimento de uma de suas barragens na cidade de Mariana, em novembro de 2015. A Samarco já fala em abandonar as expectativas de retomar a operação em 2017. A previsão inicial era de que a companhia voltasse a operar ainda no fim de 2016. Todos os custos da companhia são pagos com um aporte de 230 milhões de dólares que a Vale e a BHP fizeram no fim de 2016. O problema é que este dinheiro deve durar apenas até junho.

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