Oi: credores à espera do governo

A maior recuperação judicial da história do Brasil está prestes a se tornar ainda maior. Nesta terça-feira está prevista a publicação da versão final da lista de credores da companhia telefônica Oi. A lista deve incluir mais 40.000 administradores judiciais, além dos quase 67.000 já nomeados.

A maioria dos novatos são consumidores que recorreram aos Juizados Especiais Cíveis em casos de condenações que ocorreram após a divulgação da última lista de credores, apresentada pela Oi em fevereiro. Os credores da Oi têm defendido uma intervenção do governo como a solução, já que os atuais controladores não conseguem apresentar um plano de recuperação que os satisfaça — as propostas na mesa preveem um enorme desconto na sua dívida e preservam o capital dos acionistas.

O empresário Nelson Tanure, que passou a comprar papéis da Oi na bolsa e tem mais de 7% da empresa, hoje controla a maioria dos assentos do conselho de administração com o respaldo de outro acionista relevante, a empresa portuguesa Pharol, antiga Portugal Telecom. Juntos, eles somam sete dos 11 assentos do colegiado.

No dia 22 de março o conselho de administração da Oi aprovou um novo plano de recuperação judicial. Além de desagradar aos credores, o plano também recebeu críticas do mercado. O principal problema é que a proposta ainda deixa a companhia com uma dívida de 25 bilhões de reais, ante os 48 bilhões de reais atuais, sem apresentar muitos cálculos e grandes projeções operacionais. A visão de analistas é que a companhia continuaria com problemas financeiros após a recuperação proposta.

Em 2016, a Oi teve um prejuízo de 7,1 bilhões de reais, acima dos 6,6 bilhões de 2015. A receita caiu 5,7%, na comparação anual, para 6,32 bilhões de reais, enquanto a geração de caixa recuou 12,3% – para 6,34 bilhões de reais. Os credores aguardam ansiosos a medida provisória elaborada pelo governo que regulamenta uma possível intervenção na Oi e que deve sair nos próximos dias. Mais de nove meses após entrar com o pedido de recuperação, a Oi continua sem rumo.

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