Os negócios inovadores de saúde

Conheça as startups que poderão substituir os serviços do seu plano de saúde

Segundo um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e divulgado em fevereiro, 69,7% dos brasileiros não têm plano de saúde e 56% acreditam que a saúde pública piorou nos últimos 12 meses. No ano passado, a Agência Nacional de Saúde autorizou um reajuste de 13,55% nos planos – mais que o dobro da inflação oficial acumulada em 2016, de 6,2%.

Se, por um lado, o cenário é sombrio para os clientes, por outro, abriu-se a oportunidade para que empreendedores testem novos modelos de negócio, lançando mão de tecnologia e bom relacionamento com médicos, clínicas, laboratórios e hospitais, o que significa pagar a eles valores acima dos repasses feitos pelas grandes administradoras.

Dinheiro de volta

Uma delas é a Vida Class, que faz agendamento de consultas em uma rede operada por geolocalização. Nesse negócio, a startup ganha 7% sobre o serviço. Outra iniciativa é uma assinatura para descontos em farmácia: pagando mensalmente 7,99 reais, os usuários têm a acesso a descontos de 60% a 95% em remédios nas farmácias cadastradas e recebem esses 7,99 reais de volta como crédito de celular. “Como eu compro os créditos em um volume muito grande, pago um valor menor. A diferença é o nosso lucro”, afirma Vitor Moura, presidente e um dos idealizadores do Vida Class.

O produto que a empresa oferece é um seguro de cobertura hospitalar em caso de internação, com o valor (entre 500 e 1 000 reais por dia) pago para o cliente e não para o hospital. “É um serviço procurado por autônomos, como motoristas e freelancers”, diz Moura. “Pessoas que, se param de trabalhar por alguns dias, param de receber.” Atualmente, os serviços funcionam em 99 cidades brasileiras, com 11 mil prestadores. Até 2020, a meta é ter 50 mil profissionais e serviços na plataforma.

Aproveitando o ócio

Criada por três médicos, um economista e um publicitário, a Consulta do Bem é uma ferramenta para que os pacientes encontrem horários ociosos – portanto, mais baratos – para agendar consultas e exames particulares. Assim, médicos e laboratórios completam a agenda e ainda recebem o pagamento em até 48 horas (enquanto os planos chegam a demorar mais de um mês).

A startup também quer ajudar a resolver um problema recorrente na saúde: muitos dos pacientes particulares de cirurgia simplesmente não pagam a conta. “Os hospitais usam um esquema de conta aberta, como em um hotel, o que encarece o sistema”, diz Marcus Vinicius Gimenes, presidente do Consulta do Bem. “Nós oferecemos um pacote fechado com um número de procedimentos e tudo incluso. Se houver alguma complicação, nosso seguro cobre.” Dos valores pagos para consultas e procedimentos, a empresa recebe uma taxa entre 8,5% e 15%.

Uber da saúde

Criada em 2016, a startup Beep Saúde oferecia apenas atendimento médico domiciliar, para evitar a superlotação de emergências em hospitais. Depois, incluiu vacinação em casa e agendamento de exames e consultas em horários vagos de consultórios e clínicas. Com um aporte recente de 5 milhões de reais, a empresa cresceu 10 vezes em faturamento nos últimos 12 meses e, em 2018, espera vender mais de 10 milhões de reais em serviços médicos, afirma Vander Corteze, CEO da Beep Saúde.

Fatura compartilhada

Para o presidente da Dandelin, Felipe Burattini, a solução para democratizar o acesso à saúde está na divisão das contas. Usando a economia compartilhada, a Dandelin é uma comunidade de pessoas que concorda em ratear o valor de consultas e exames médicos entre si. “Nas seguradoras, os clientes pagam um valor fixo para ter acesso ao serviço, arcando com os custos e riscos”, diz ele. “Nós dividimos apenas aquilo que foi usado no mês.” A mensalidade é o custo de todos os procedimentos realizados pelas pessoas da comunidade, dividido pelo total de clientes. O valor pago por mês é variável, uma vez que depende do volume de procedimentos do conjunto naquele mês, com um teto de 100 reais. “Haverá meses em que você usará muito e todos ajudaram a pagar a conta, e outros em que você não usará nada e vai colaborar com os outros. O conceito é de uma comunidade”, afirma o executivo. Com esse sistema, os médicos cadastrados chegam a receber um valor 10 vezes maior do repassado pelos planos tradicionais.

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