Para Gerdau, 2016 será difícil, mas o pior já passou

O mercado global de aço é prejudicado pelo excesso de capacidade instalada e desaceleração no crescimento da China, diz a empresa

São Paulo – O ano de 2016 será difícil para a Gerdau, com retrações nas vendas. Ainda assim, a queda não será tão brusca quanto no ano passado, avaliou a companhia.

A empresa prevê declínio na demanda por aço de 0,8% no mundo e 9% no Brasil em 2016. O ano passado, no entanto, foi mais duro para as siderúrgicas, com queda de 3% nas vendas globais e 17% no mercado nacional.

Segundo a companhia, o mercado global de aço é prejudicado pelo excesso de capacidade instalada, desaceleração no crescimento da China e volatilidade dos mercados financeiros. 

O declínio do mercado automotivo brasileiro também prejudicou a venda de aços especiais da Gerdau.

Por causa disso, no primeiro trimestre do ano a empresa usou apenas 67% da capacidade instalada no Brasil e 63% no mundo, afirmou Andre Gerdau Johannpeter, presidente da Gerdau em conferência a jornalistas.

A receita líquida da siderúrgica caiu 3,5% para 10,08 bilhões de reais. O lucro líquido sofreu uma queda de 94,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 14 milhões de reais.

Em 2015, a empresa havia apresentado um prejuízo de 4,55 bilhões de reais.

Entretanto, ainda há mercados onde a empresa tem boa performance, como é o caso dos Estados Unidos. Com o reaquecimento da construção, as vendas da Gerdau cresceram 2,35% em toneladas por lá. O Ebitda cresceu 39,76% no país, que corresponde a 38% do total.

Investimentos e dívidas

Por conta do cenário desafiador, a empresa anunciou que irá investir 1,5 bilhão de reais este ano, 35% a menos que no ano anterior.

Até o fim do primeiro trimestre, ela já havia investido 485 milhões de reais em um novo laminador de chapas grossas em Minas Gerais, que deverá entrar em operação em julho, e uma nova unidade na Argentina, que começará a produzir aço no final do ano.

A Gerdau garantiu, em conferência com jornalistas, que a posição de caixa e endividamento são suficientes para garantir o investimento desse ano. No trimestre, ela gerou caixa operacional, o Ebitda, positivo de 930 milhões de reais.

Sua dívida líquida é de 23,7 bilhões de reais, queda em relação ao último trimestre de 2015. Como 80% da dívida da empresa é em dólar, a desvalorização da moeda foi responsável por reduzir a dívida em 1,9 bilhão de reais.

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