Presença de acionistas na AGE da Cetip deve ser maior

Com um capital pulverizado, a bolsa americana ICE é a maior acionista da Cetip, com uma fatia de 12%

São Paulo – As assembleias de acionistas da Cetip costumam contar com a presença média de entre 30% e 50% de seu quadro de investidores, mas a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para tratar da fusão com a BM&FBovespa, marcada para o próximo dia 20, deverá ter uma presença maior, dada a “relevância do assunto”, disse o diretor executivo de Relações com Investidores da depositária, Willy Jordan.

A Cetip está, inclusive, em processo de roadshows com seus acionistas, para falar sobre a transação.

Na semana retrasada, os encontros foram na Europa; na passada; nos Estados Unidos; e nesta semana as conversas estão ocorrendo com os acionistas de Rio de Janeiro e São Paulo, disse ontem o executivo em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Pelas regras da Lei das Sociedades Anônimas (S/As), a Assembleia Geral Extraordinária que tiver por “objeto a reforma do estatuto somente se instalará em primeira convocação com a presença de acionistas que representem dois terços, no mínimo, do capital com direito a voto, mas poderá instalar-se em segunda com qualquer número”.

A lei diz ainda que o assunto “fusão” obriga o chamado “quorum qualificado”, ou seja, a aprovação precisará ser dada por acionistas que representem, ao menos, metade das ações com direito a voto.

Com um capital pulverizado, a bolsa americana ICE é a maior acionista da Cetip, com uma fatia de 12%.

Esses votos, dessa forma, já seriam contabilizados a favor da operação, visto que o representante da ICE no Conselho da depositária votou favoravelmente pela fusão com a BM&FBovespa.

Outro grupo de fundos de investimento nacionais, que representam cerca de 10% do capital social da Cetip, já havia se posicionado a favor da fusão, como já noticiou o Broadcast.

A AGE da BM&FBovespa para tratar da fusão está marcada também para o dia 20. Depois das aprovações dos acionistas de ambas companhias, os três órgãos reguladores que analisam o negócio – Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – precisam dar aval.

A partir daí, a integração entre as companhias poderá ser iniciada, o que poderá ficar para o ano que vem.

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