Remédios mais caros impulsionam crescimento da Hypermarcas

Segundo o presidente da companhia, Claudio Bergamo, o volume de produtos vendidos se manteve estável no trimestre

São Paulo – A maior parte do crescimento de 11,4% na receita da Hypermarcas veio do aumento de preços que ela aplicou em abril. A receita líquida alcançou R$ 807,1 milhões no segundo trimestre do ano.

Segundo o presidente da companhia, Claudio Bergamo, o volume de produtos vendidos se manteve estável no trimestre.

Os preços dos remédios e outros produtos da companhia aumentaram por conta dos custos mais elevados, principalmente com a valorização do dólar.

Além da volatilidade do câmbio, a empresa sofreu com o clima inconstante.

A demora na chegada do inverno atrasou também as receitas. As vendas dos remédios Benegripe e Coristina, por exemplo, começaram mais tarde esse ano, explicou o presidente.

“Mas temos uma boa notícia, esses remédios tiveram grande demanda no último mês e as vendas estão em um bom caminho. Também estamos expandindo o Benegripe para o público infantil, com o Benegripe Multi”, afirmou Bergamo.

Para reverter a estabilidade no volume de vendas, a companhia reforçou a equipe de visitação a médicos, para informar sobre os novos produtos e distribuir brindes e amostras.

Também busca modernizar suas linhas de medicamentos, por exemplo nos segmentos de dermocosméticos e nutricionais. “Precisamos trabalhar para dar um salto nas nossas linhas para obter as moléculas de última geração”, afirmou o presidente.

Divisões

Nos últimos meses, a empresa tem buscado concentrar seus esforços na área farmacêutica, cuja rentabilidade é maior. Ela hoje é dona de 11% do setor e de medicamentos importantes como Benegripe, Engov, Rinosoro e Estomazil.

Em novembro, anunciou a venda de sua divisão de cosméticos para a Coty por cerca de R$ 3,8 bilhões. Já em janeiro ela vendeu seu negócio de preservativos, que detinha as marcas Jontex, Olla e Lovetex, por R$ 675 milhões.

Depois dessas operações, a companhia se reorganizou em três unidades de negócio: produtos de prescrição, consumer health, que são medicamentos que não precisam de receita médica, e similares e genéricos.

Caixa positivo

O lucro líquido foi de R$ 176,4 milhões, alta de 59,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A melhora foi decorrente da redução de despesas financeiras, com a mudança da estrutura de capital após a venda do negócio de cosméticos para a Coty.

A venda também impactou positivamente o fluxo de caixa livre, que chegou a R$ 223 milhões no trimestre, ante R$ 7 milhões negativos no mesmo trimestre de 2015. 

Ela terminou o período com R$ 252,2 milhões no caixa. O número não inclui a segunda parcela a receber da venda do negócio de preservativos.

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