A dívida da sua empresa é boa ou má?

Alguns gestores de PME não se preocupam com as suas demonstrações contábeis. Veja por que isso é tão fundamental.

Quais os tipos de endividamento uma empresa pode ter?
Escrito por Henry J. Kupty, especialista em finanças

Informação e controle são essenciais para a sobrevivência de qualquer empresa. Desobrigados pela legislação do Imposto de Renda, alguns gestores de PME não se preocupam com as suas demonstrações contábeis e desconsideram o fato de que, com base nesses dados, é possível decidir como estruturar o capital e, a partir disso, conduzir suas finanças.

Classificação dos rendimentos e gastos de uma empresa:

– Balanço patrimonial, que registra os bens e direitos (ativos);
– O registro das obrigações (dívidas) com terceiros;
– Conjunto de contas do patrimônio líquido nos quais temos as obrigações com os sócios.

Assim, podemos gerenciar a estrutura de capital que melhor suporta as operações dos nossos negócios.

Outro item de atenção é a escolha do tipo de capital. Se o empresário optar por mais capital próprio, terá que buscar um lucro maior para recuperar o valor investido. Caso haja mais capital de terceiros (dívida), o grau de risco aumenta; porém, o gestor poderá esperar uma taxa de lucro maior.

A boa e a má dívida

A atividade operacional de uma empresa, em geral, baseia-se em comprar matéria-prima ou produto, estocar, vender, receber do cliente e pagar os fornecedores.

Esse ciclo, dependendo dos prazos em que ocorre cada fase, pressupõe entradas e saídas de dinheiro. Às vezes, a empresa não tem o recurso necessário e precisa de um agente financeiro para a viabilização da operação.

Quando as empresas recorrem à captação de recursos financeiros para aplicações produtivas – como, por exemplo, investimentos em compras de máquinas e equipamentos -, feita por meio de financiamentos em longo prazo, elas estão financiando o seu ativo permanente e irão gerar novos fundos. Podemos considerar esse tipo de endividamento como sendo uma “boa dívida”.

Quando as organizações recorrem aos empréstimos que não vão gerar recursos adicionais e que apenas irão servir para pagar dívidas antigas, a gestão aumenta suas despesas com os juros dessa operação. Caracterizam-se, assim, empréstimos para financiamento de capital de giro ou financiamento do passivo circulante. É uma forma negativa de endividamento.

Podemos ver que as empresas precisam ter informações que auxiliem a visão na estruturação do seu capital. A fonte para isso é o balanço patrimonial. O olhar do gestor quanto ao nível de endividamento, aos prazos, às taxas de juros e quanto à finalidade para a captação do recurso é fundamental para o sucesso dos negócios.

Henry Kupty é coordenador do curso de administração do Complexo Educacional FMU. 

Envie suas dúvidas sobre finanças empresariais para pme-exame@abril.com.br.

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