O trem fantasma de US$ 120 milhões de Campinas

Em 1990, Campinas (SP) implantou uma linha de VLT ao custo de 120 milhões de dólares. Mas o sistema acabou abandonado e o investimento virou prejuízo

São Paulo — Quem planeja mal paga duas vezes. Um exemplo pode ser visto em Campinas, no interior paulista. Em 1990, a cidade implantou uma linha de veículos leves sobre trilhos de 8 quilômetros. O custo, na época, chegou a 120 milhões de dólares.

Hoje visto como alternativa para a mobilidade urbana nas capitais brasileiras, o VLT de Campinas funcionou apenas cinco anos. “O sistema tinha poucas interligações com as linhas de ônibus, e os trens viviam vazios”, diz Carlos José Barreiro, secretário municipal de Transportes.

A aparência atual da linha é de um trem fantasma: há mato e entulho nos trilhos, e as estações estão ocupadas por moradores de rua. Até o fim do ano, a prefeitura pretende licitar a construção de dois corredores de ônibus em parte do antigo traçado.

As obras nesse trecho devem custar 80 milhões de reais aos cofres públicos. “Remover a sucata e os invasores vai consumir cerca de 10 milhões de reais”, diz Barreiro.

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