4 em cada 10 dos que compram por impulso têm o nome sujo

Porcentual corresponde aos compradores mais impulsivos, segundo pesquisa da SPC Brasil.

São Paulo – Entre os brasileiros que compram por impulso frequentemente, quatro em cada dez (40,1%) estão com o nome sujo. O porcentual é quase o dobro do número total de consumidores que compram por impulso e estão inadimplentes (23,3%). É o que aponta uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Para realizar o levantamento, o SPC Brasil entrevistou 745 consumidores de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais.

Os fatores que mais influenciam as compras por impulso são promoções (25%), preços atrativos (21%), facilidades para o pagamento (10%), variedade de produtos (7%) e poder experimentar, degustar ou testar o produto na loja (7%).

O tempo disponível para realizar compras também é outro fator que leva às aquisições por impulso. Considerando as compras do dia a dia e de menor valor, 43,4% dos consumidores compram menos quando têm mais tempo para refletir e adquirir somente o necessário.

Por outro lado, parte dos entrevistados admite que ter tempo acaba gerando mais compras: 34,6% afirmam que acabam comprando mais devido à maior disponibilidade para ver produtos e ofertas interessantes, que em uma compra apressada não perceberiam.

Os produtos mais frequentemente adquiridos por impulso estão relacionados ao setor de alimentação: pães (42,1%), leite (39,6%), cafés (36,4%), sucos (31,2%) e biscoitos (27,6%). Para o educador financeiro do SPC Brasil e do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, como essas compras são mais frequentes e de menor valor acabam incentivando a compra impulsiva.

Alimentos e bebidas são seguidos por produtos eletrônicos, como celulares (24,8%) e computadores e tablets (21,8%). Já no segmento de roupas, calçados e acessórios, os itens mais adquiridos por impulso são bolsas e mochilas (20,9%) e calçados (20,1%).

O que fazer

Ainda que no dia a dia o gasto possa ser pouco significativo, o impacto das compras por impulso sobre o orçamento mensal pode ser considerável no médio prazo. “Os consumidores precisam entender que geralmente essas despesas são realizadas de forma constante”, afirma Vignoli.

É importante que o consumidor planeje a compra, diz o educador financeiro. “Ir às compras sabendo o que se quer é um meio de evitar aquisições desnecessárias”, indica. Estabelecer metas de longo prazo, como adquirir um carro ou fazer uma viagem, também é uma maneira de manter o foco e ter maior controle sobre a impulsividade nas despesas do dia a dia.

O consumidor também deve buscar estar sempre ciente de sua condição financeira: “Conhecendo os limites do orçamento fica mais fácil resistir às tentações da compra por impulso”, diz Marcela Kawauti, economista do SPC.

Para Marcela, é necessário entender que nem sempre uma oferta significa uma boa oportunidade. “Quando se adquire algo desnecessário e que compromete o orçamento, nenhum desconto vale realmente a pena”.

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