Bolsa de valores é oportunidade para longo prazo

Para quem quer fazer uma aplicação para o filho, por exemplo, é um bom momento para comprar as ações aos poucos e, assim, aproveitar o período de baixa

São Paulo – A renda fixa domina as carteiras de investimento para 2016, mas a Bolsa não pode ser ignorada se o foco for o longo prazo.

Para quem quer fazer uma aplicação para o filho, por exemplo, é um bom momento para comprar as ações aos poucos e, assim, aproveitar o período de baixa.

A receita é ter tranquilidade para suportar as fortes oscilações, a cada nova incerteza nas esferas política e econômica, e muita cautela na seleção dos papéis.

As recomendações de analistas giram em torno de três tipos de empresas: as que se beneficiam dos juros altos; as que ganham com a valorização do dólar, seja por serem exportadoras ou terem operações internacionais diversificadas; e as que vendem itens essenciais e, portanto, são menos afetadas pela recessão, como o varejo farmacêutico e de alimentos.

Defesa

“São papéis bem defensivos e que têm particularidades que os farão sofrer menos nesse cenário incerto de 2016”, diz Sandra Peres, analista-chefe da corretora Coinvalores. Dentro desses setores, no entanto, é fundamental olhar cada empresa individualmente.

Fugir da composição do Ibovespa também é um conselho recorrente, uma vez que o índice ainda é muito concentrado no setor de commodities, que sofre com a desaceleração da China e a queda dos preços.

Os desempenhos recentes do índice confirmam o mau momento: em 2015, a queda foi de 13,3%, após um recuo de 2,91% em 2014 e de um tombo de 15,5% em 2013.

Nesse período de três anos, o principal índice da Bolsa despencou dos 60 mil pontos para um patamar abaixo de 44 mil. Mesmo assim, muitos analistas ainda não classificam o mercado brasileiro como barato.

“A relação entre preço e lucro (das ações) está igual à média dos últimos sete anos, então a Bolsa não está cara nem barata. Mas alguns papéis estão bem descontados”, afirma Ronaldo Patah, estrategista do banco UBS.

Três ações lideram as sugestões das seis corretoras e um banco ouvidos pelo Estado: Ambev, Itaú Unibanco e Cielo. Esses papéis já faziam parte da maioria das carteiras do ano passado e permanecem como as grandes apostas.

“O ano de 2016 será um espelho de 2015. A não ser que aconteça algo fora da curva, como o impeachment da presidente Dilma Rousseff”, comenta o analista-chefe da corretora Magliano, Henrique Kleine, ao reforçar o cenário de juros e dólar altos e atividade econômica em queda. 

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