Como eliminar uma dívida de R$ 12 mil no cheque especial?

Veja qual é a maneira mais rápida e eficiente para quitar uma dívida alta no cheque especial

Dúvida do internauta: Devo 12 mil reais no cheque especial, valor máximo que o banco me permite contrair nessa linha de crédito. Todo mês a dívida diminui quando o meu salário é depositado, mas volta logo ao mesmo nível em poucos dias. O que devo fazer para quitar esse débito?

Resposta de Ronaldo Gotlib*

O empréstimo tomado de forma automática quando a conta corrente fica negativa, o chamado cheque especial, tem uma das maiores taxas de juros do mercado, somente comparada às praticadas no cartão de crédito. Portanto, a tomada desse tipo de crédito deve ser sempre evitada, pois o risco de a dívida dobrar de valor em um período curto de tempo é grande.

Como você já está pagando essas taxas exorbitantes, a providência eficaz e imediata a ser tomada é a troca deste empréstimo por outro que cobre menos juros. Para isso, você deverá realizar uma pesquisa ampla em diversas instituições financeiras, já que as taxas podem variar muito de um banco para outro.

Existem diversas linhas de crédito que cobram juros mais baixos, que podem ser até dez vezes menores do que o cobrado no cheque especial. Alguns exemplos são o crédito consignado e o crédito pessoal. A transferência da dívida para essas linhas de crédito irá reduzir de forma considerável o valor pago por você (conheça cinco opções de empréstimo que estão entre as mais baratas do mercado).

Outra vantagem desses empréstimos é que, diferentemente do cheque especial, as prestações para quitar a dívida serão fixas, o que facilita o controle dos pagamentos mensais.

Antes de negociar as condições do novo empréstimo com o banco, é necessário realizar um estudo prévio sobre quais são suas reais condições de pagar a nova dívida de forma parcelada. O objetivo é evitar cair novamente na armadilha de utilizar o cheque especial (veja 10 passos para renegociar sua dívida com o banco).

Para isso, recomendo criar uma planilha na qual você liste suas fontes de renda, despesas e valor que conseguirá disponibilizar para o pagamento do débito após cortar gastos supérfluos (confira 12 maneiras de enxugar o orçamento para ontem). Esse montante deverá ser suficiente para quitar a parcela mensal do novo empréstimo.

Não se engane ao se confrontar com os números: lembre-se que os dados apresentam uma radiografia fria e correta de sua saúde financeira. Utilizando essas informações com disciplina, será possível quitar o endividamento.

*Ronaldo Gotlib é consultor financeiro e advogado especializado nas áreas de Direito do Consumidor e Direito do Devedor. Autor dos livros “Dívidas? Tô Fora! – Um Guia para você sair do sufoco”, “Testamento – Como, onde, como e por que fazer”, “Casa Própria ou Causa Própria – A verdade sobre financiamentos habitacionais”, “Guia Jurídico do Mutuário e do candidato a Mutuário”, além de ser responsável pela elaboração do Estatuto de Proteção ao Devedor e ministrar palestras sobre educação financeira.

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Envie suas dúvidas sobre dívidas, empréstimos e financiamentos para seudinheiro_exame@abril.com.br.

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