Os fundos mais rentáveis de agosto

Fundos cambiais lideram ganhos no mês; ações caem e FGTS Petrobras perde 20%

A alta do dólar neste mês voltou a favorecer os fundos cambiais que, até dia 21, acumulam ganho de 2,17% no mês e 32,40% no ano. Já os fundos de ações têm perdas acentuadas, acompanhando a baixa de 10% do Índice Bovespa.

Os fundos FGTS Petrobras têm perdas ainda maiores, de 20% em agosto, o que resulta em uma queda acumulada no ano de 5%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A forte alta dos juros dos papéis federais também provocou perdas para os fundos renda fixa, especialmente os renda fixa índices, que compram títulos longos do Tesouro corrigidos pela inflação, as NTN-B.

Com os juros desses papéis passando dos 7% ao ano além do IPCA, os papéis antigos nas carteiras dos fundos perdem valor e as cotas têm prejuízos.

Neste mês, a perda média dos renda fixa índices é de 0,66%, o que mostra como papéis desse tipo podem ter riscos como a renda variável.

Essa perda, porém, é virtual, uma vez que só se realizará se o dono do título ou aplicador do fundo resgatar neste momento seu dinheiro.

Se continuar com a aplicação até o final, o ganho será o do momento do investimento. E quem entrar agora nesses fundos terá esses ganhos mais altos.

Os fundos renda fixa também sofrem com o ajuste dos seus papéis antigos aos novos juros mais altos, mas o impacto é menor porque suas carteiras são mais variadas, com mais papéis corrigidos pelo juro diário, o que reduz as perdas.

Esses fundos acumulam 0,59% de rendimento no mês na média. Já os fundos DI acumulam 0,80%, ligeiramente acima do CDI, mas na média. O rendimento dos DI depende muito da taxa de administração cobrada em cada instituição e em cada fundo.

No caso dos multimercados, especialmente os macro, os ganhos são menores neste mês, 0,42%, ante 0,79% do juro acumulado pelo CDI.

Muitos gestores ganharam dinheiro com a alta do dólar, mas foram surpreendidos pela continuidade da alta da moeda quando já reduziam suas posições após as cotações atingirem R$ 3,50, explica Guilherme Benites, sócio da consultoria Aditus.

Ele lembra que houve também os que apostaram na queda dos juros prefixados quando o Banco Central (BC) indicasse que ia parar de subir a Selic, o que ocorreu neste mês.

Mas, mesmo depois disso, os juros prefixados continuaram subindo, o que reduziu os ganhos de algumas carteiras. “A tendência agora é que esses fundos assumam menos risco, diante das incertezas do cenário brasileiro, especialmente a política”, diz Benites.

Em termos de captação, os fundos de investimentos perderam R$ 3,368 bilhões na semana do dia 21 e acumulam no mês entrada líquida de R$ 8,652 bilhões. No ano, o saldo está positivo em R$ 32 bilhões.

Os fundos de ações seguem perdendo depósitos, R$ 914 milhões em agosto e R$ 11,6 bilhões no ano. No mês, a maior captação é dos fundos curto prazo, com R$ 4,577 bilhões. Os multimercados captam R$ 2,920 bilhões em agosto.

Abaixo, os dados dos principais tipos de fundos do mercado.

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