Carros autônomos: o plano da Uber de acabar com o motorista

VIP passeou em um dos Volvos adaptados que já fazem corridas com passageiros

 (Marcelo Orozco/Revista VIP)

Um executivo da Uber levou os pais para conhecer um dos 200 carros autônomos que já operam em três cidades dos Estados Unidos.

Ao fim do passeio, perguntou o que eles acharam. “Meu pai respondeu: ‘É chato’”, riu Noah Zych, chefe de segurança de sistema da empresa.

Para quem imagina altas emoções, estar num carro capaz de andar sozinho será mesmo uma chatice – ele não corre nem burla leis.

Senti isso durante um trajeto de 20 minutos pelas ruas de Pittsburgh (onde os autônomos já andam há um ano) a bordo de um Volvo XC90 adaptado.

A VIP teve essa oportunidade durante um evento da Uber para jornalistas da América Latina, no fim de setembro.

Câmeras e um sensor captam tudo ao redor e orientam o carro

Câmeras e um sensor captam tudo ao redor e orientam o carro (Uber/Divulgação)

Primeiro anticlímax: o banco atrás do volante do XC90 não fica vazio – um engenheiro operador se senta ali, e outro fica ao seu lado.

A legislação americana ainda não permite um automóvel sem alguém no comando nas vias públicas. E, apesar de já transportar passageiros em Pittsburgh, Phoenix e São Francisco, os autônomos Uber estão em testes.

Ainda são necessários muitos ajustes que podem levar anos de aperfeiçoamento. A empresa está para implantar a terceira fase de testes, com câmeras e sensores rotativos mais avançados para coletar dados e captar imediatamente o que ocorre ao redor do carro. Também falta uma certa “humanização”.

Por exemplo, Pittsburgh tem muitas interdições de vias com obras. No atual estágio de raciocínio computadorizado, um Volvo-Uber iria empacar diante dos cavaletes de bloqueio – e ficaria ali parado até o dia em que o obstáculo fosse retirado. O operador ainda precisa dar meia-volta.

 (Uber/Divulgação)

A freada é meio abrupta, como verifiquei. Ao supor que o movimento de um carro no sentido contrário indicava que ele iria virar à esquerda bem diante dele, o Volvo brecou e deu um leve chacoalhão nos ocupantes (no fim, o outro carro não virou).

O mesmo se repetiu quando uma mulher deu a impressão de que poderia atravessar repentinamente (não atravessou).

Já quando detectou um semáforo no amarelo a uma distância razoável, o veículo reduziu a velocidade gradualmente até parar, sem intervenção humana.

Cada ação pode ser acompanhada pelo usuário através de um tablet virado para o banco de trás.

 (Uber/Divulgação)

Com a iniciativa autônoma, a Uber almeja deixar de ser apenas um concorrente dos táxis nos cerca de 70 países em que já atua. No evento para a imprensa, seus executivos reforçaram o ideal de colaborar com a melhora do trânsito e da segurança.

Pelos dados da Uber, os self-driving cars reduziriam radicalmente o número de acidentes. A estimativa é de que 90% deles são causados por falhas humanas.

Procede. Afinal, carro autônomo não se cansa e não dirige bêbado e nem falando ao celular.

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  1. Reinaldo R

    KKK isso não pega no Brasil.
    Vão roubar todos

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