Começa teste de combate a recorrência de câncer com aspirina

O teste batizado de "Add-Aspirina phase III" será realizado com 11.000 pacientes que receberam recentemente ou que ainda estão recebendo tratamento para câncer

O maior ensaio clínico para determinar se uma dose diária de aspirina pode prevenir a recorrência de cinco tipos de câncer começou nesta quinta-feira no Reino Unido.

O teste batizado de “Add-Aspirina phase III” será realizado com 11.000 pacientes que receberam recentemente ou que ainda estão recebendo tratamento para câncer de mama, esôfago, intestino, estômago e próstata, segundo o Instituto Britânico de Pesquisa do Câncer em um comunicado.

O objetivo é determinar se tomar aspirina todos os dias por cinco anos pode parar ou retardar a recorrência de câncer tratados numa fase precoce.

O teste será realizado em mais de 100 centros médicos e deve durar 12 meses. Os participantes serão divididos em três grupos: um que vai tomar diariamente 300 miligramas de aspirina, um outro tomará 100 miligramas e o terceiro receberá um placebo ou equivalente.

Cerca de 9.000 pacientes irão participar no Reino Unido e outros 2.000 na Índia, onde o teste terá início em 2016, explicou uma porta-voz do Instituto Britânico de Pesquisa do Câncer.

Essa organização calcula que são diagnosticados com um dos cinco tipos de câncer estudados 5,5 milhões de pessoas a cada ano no mundo.

A aspirina já provou que pode ajudar a prevenir ataques cardíacos em algumas pessoas, e vários estudos sugerem que pode fazer o mesmo com certos tipos de câncer.

“Este ensaio é particularmente desafiador, uma vez que os cânceres recorrentes são muitas vezes mais difíceis de tratar, e encontrar uma maneira barata e eficaz de evitá-lo pode ser um ponto de viragem para os pacientes”, assegura a médica Fiona Reddington.

“Este estudo visa fornecer uma resposta concreta”, disse Ruth Langley, diretora de uma unidade de investigação da University College de Londres.

“Se nós descobrimos que a aspirina pode prevenir esses tipos de câncer voltar, isso poderia mudar o tratamento futuro e dar-nos um meio simples e de baixo custo”, acrescentou.

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