Como o orégano pode frear o aquecimento global

Tempero pode reduzir emissão de metano em até 25%

Se tudo acaba em pizza, porque não o aquecimento global? O mesmo orégano que dá o gostinho especial para o prato italiano pode ser a solução para um dos maiores vilões do efeito estufa – o arroto das vacas.

Bois e vacas emitem gás metano, que retém 25 vezes mais calor do que o CO2 e dura mais tempo na atmosfera. 

O metano (CH4) é produzido por microrganismos que vivem no sistema digestivo dos animais ruminantes.

Os gases produzidos por seres humanos e outros animais também contém metano, mas o gado é praticamente uma máquina de emissão do gás.

O orégano possui óleos essenciais que contém carvacrol, um antibiótico leve. Cientistas dinamarqueses estão testando o efeito do tempero para diminuir a quantidade de microrganismos que atuam produzindo metano no sistema digestivo das vacas, deixando só o essencial para que elas consigam fazer a digestão de forma saudável. 

Com isso, os pesquisadores esperam diminuir bastante o impacto da criação de gado sobre o aquecimento global. Hoje em dia, 10% das emissões de gases estufa vêm desses animais.

A Dinamarca está determinada a combater esse vilão menos conhecido do aumento das temperaturas – e considera, inclusive, criar um imposto sobre a carne bovina nos supermercados.

O estudo deve durar até 2019 e vai testar os efeitos de adicionar o orégano grego, mais rico nos óleos antibacterianos, à dieta dos animais. A meta é diminuir os arrotos metanogênicos em 25%.

Existem outras soluções sendo estudadas para reduzir a emissão de metano do gado. Mas a maioria envolve adicionar substâncias químicas à ração das vacas, o que é proibido para os produtores orgânicos.

Como um terço dos dinamarqueses só bebe leite orgânico, os pesquisadores esperam encontrar um solução mais natural com o orégano – e garantem que o leite não sai com gosto de tempero.

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