Cuba lidera buscas por “Dilma” no Google

Logo atrás de Cuba está o Brasil, seguido por Angola, Uruguai e Portugal. O ranking considera a proporção entre o volume de buscas e a população do país

São Paulo – Cuba é o país que mais buscou pelo termo “Dilma” no Google nas últimas 24 horas, segundo levantamento do Google Trends divulgado nesta segunda-feira, dia em que a presidente afastada Dilma Rousseff faz sua defesa no Senado e responde a questionamentos dos parlamentares no julgamento do processo de impeachment.

Logo atrás de Cuba está o Brasil, seguido por Angola, Uruguai e Portugal. O ranking leva em consideração a proporção entre o volume de buscas e a população de cada país.

Durante depoimento nesta tarde, Dilma chegou a citar Cuba, ao falar do investimento feito pelo seu governo no país com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Porto de Mariel.

Em resposta a um questionamento do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), a presidente afastada defendeu a ação que, à época, foi duramente criticada. “Na minha campanha, era criminoso, considerado um absurdo, que o Brasil tivesse financiado o Porto de Mariel”, disse Dilma.

“Pois bem, o presidente (dos Estados Unidos Barack) Obama tem o registro no seu mandato de um grande feito, restabelecer as relações comerciais com Cuba… E o nosso Porto de Mariel é disputado por todos aqueles que querem investir em Cuba”, afirmou Dilma.

Além das buscas pelo nome da presidente afastada, o Google também indicou que dúvidas sobre o processo de impeachment, como o número de votos necessários para condenar a petista e quais parlamentares votaram contra e a favor do impedimento, também estavam entre as principais buscas da ferramenta.

Afastada desde maio, Dilma é acusada de crime de responsabilidade por atrasos de repasses do Tesouro Nacional ao Banco do Brasil no âmbito do Plano Safra e pela edição de decretos com créditos suplementares sem autorização do Congresso.

A defesa da petista tem reiterado que os repasses não constituem operação de crédito, o que seria vedado pela legislação, e que não há ato doloso da presidente que configure um crime de responsabilidade.

Afirma, ainda, que os decretos não implicaram em aumento de gastos e foram instrumento de gestão orçamentária.

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