Este app funciona como um Movie Maker no seu smartphone

Aplicativo foi criado por empreendedores brasileiros que arrecadaram mais de 2 milhões de dólares de investimento

São Paulo – Ninguém tem tempo de editar todas as fotos que tira com o smartphone. Segundo a consultoria Deloitte Global, mais de 2,5 trilhões de fotografias serão tiradas e compartilhadas online neste ano, isso sem contar aquelas que nunca são publicadas. Buscando facilitar a vida dos usuários de smartphones, três empreendedores brasileiros criaram um aplicativo chamado Graava, que edita fotos e vídeos automaticamente.

Em termos de comparação, o app é um Movie Maker (famoso software de edição de imagens do Windows), porém, mais sofisticado. Ele conta com tecnologias mais avançadas do que as presentes no software da Microsoft. 

Após a seleção das fotos, o aplicativo utiliza algoritmos com inteligência artificial e reconhecimento facial editam as imagens para você. É preciso selecionar uma trilha sonora, que pode ser baixada por meio do app (trilhas brancas) ou escolhida a partir da biblioteca de mídia do smartphone. 

Imagens e som são sincronizados sem a intervenção do usuário. Isso condiz com o slogan da empresa, que é “Fotografe primeiro, não edite nunca”. O resultado é um vídeo montado com as suas fotos, que podem ser escolhidas com base em data e localização. Portanto, fica fácil compartilhar rapidamente os registros de uma viagem ou fim de semana nas redes sociais – sem precisar postar as 45 fotos que você tirou. 

“Depois que o Instagram aumentou o limite de 15 segundos para um minuto, ninguém mais vai ver um vídeo sem graça”, afirmou Bruno Gregory, CEO e fundador da Graava.

A Graava, por ora, não se preocupa com a monetização do seu aplicativo. Por isso, não cobra pelo download, nem oferece microtransações no app. 

“Estamos em fase de validação do mercado. A primeira etapa é construir uma base de usuários. Queremos ver se as pessoas gostam, se é realmente isso que elas procuram. No momento, a ideia é promover o produto”, disse o CEO da empresa. 

Além de Gregory, o projeto tem a participação dos cofundadores Marcelo DoRio e Marcio Saito, todos brasileiros e conformações acadêmicas em tecnologia e negócios. 

Inicialmente, a Graava surgiu como uma startup em 2014 e seu produto era uma câmera de ação que editava as fotos e vídeos de forma similar ao que acontece hoje no aplicativo. Ou seja, o gadget era um concorrente mais inteligente da GoPro. A empresa conseguiu arrecadar mais de 2 milhões de dólares de investimento.

A iniciativa da Graava surgiu após uma câmera de ação ter ajudado Gregory a identificar o dono do carro que o atropelou durante um passeio de bicicleta nos Estados Unidos – onde fica a sede da Graava atualmente. Confira o vídeo do acidente a seguir. A reportagem continua na sequência.

Agora, a empresa aposta no seu app para smartphones.

“Vimos que tínhamos uma oportunidade muito maior resolvendo os problemas das pessoas que têm algum tipo de câmera, como os smartphones. Se der certo, vamos conseguir ser protagonistas dessa tecnologia, mantendo o foco no software”, declarou Gregory.

No futuro, a ideia da Graava é oferecer o seu aplicativo de edição automática de fotos para empresas que fabriquem câmeras. Porém, a estratégia ainda não está plenamente definida.

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