Falha na piscina pode ter ajudado nadadores na Olimpíada

Pesquisadores americanos afirmam que a piscina dos Jogos Olímpicos pode ter um erro que de construção que ajudou nadadores nas raias mais altas

São Paulo – Pesquisadores americanos estão sugerindo que a piscina da Olimpíada do Rio de Janeiro tenha trazido benefício para alguns nadadores. Isso teria acontecido por conta de uma falha de construção. O problema ainda não foi devidamente detectado, mas evidências estatísticas mostram que ela influenciou em alguma medida nos resultados. O grupo de três cientistas já havia encontrado problemas em uma piscina usada em 2013, no campeonato mundial.

Nadadores entre as raias 5 e 8 teriam sido beneficiados na ida, enquanto que os nadadores nas raias de 1 a 4 foram beneficiados na volta. O grande problema, no entanto, fica para competições como os 50 metros. Nela, os atletas nadam a piscina apenas uma vez. Não existe compensação no tempo de volta portanto.

O grupo de três pesquisadores viu o problema após analisar os tempos dos nadadores. Entre os seis medalhistas dos 50 metros, cinco nadaram entre as raias 4 e 8. Apenas o americano Anthony Ervin, que levou o ouro na competição masculina, não nadou em uma das raias. Ele venceu o francês Florent Manaudou por apenas 0,01 segundo.

Os pesquisadores ressaltam que competidores que nadaram nas raias mais altas durante as fases eliminatórias não conseguiram repetir seus tempos quando nadaram nas centrais, de acordo com o Wall Street Journal.

Nadadores que competiram entre as raias 5 e 8, mas nadaram entre raias 1 e 4 posteriormente viram uma piora de 0,5% em seus tempos. Os pesquisadores ressaltam que o mais comum é que o tempo melhores à medida que a competição avança.

O site especializado em natação, o Swin Swan, havia publicado dados com uma análise parecida nesta quinta-feira. Os dados analisados mostram que possivelmente existe um problema de construção na piscina.

O problema

A piscina em questão foi construída exclusivamente para uso durante a Olimpíada e deve ser destruída depois. A empresa responsável pela construção foi a Myrtha Pools, uma empresa italiana.

A piscina do campeonato mundial de 2013, na qual os pesquisadores haviam encontrado problemas, também havia sido construída pela mesma empresa. A análise nos números do campeonato mundial foi publicada em um estudo.

Oficiais da Fina, federação mundial de natação, disseram ao WSJ que estão revisando os dados passados pelos pesquisadores.

Os cientistas ainda analisaram também números das competições de 800 metros e de 1.500 metros. Eles afirmam que o problema também pode ter afetado esses resultados.

Os responsáveis pela pesquisa foram Joel Stager e Chris Brammer, ambos da Universidade de Indiana, e Andrew Cornett, da Universidade Michigan Leste.

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