Madeira transparente pode substituir vidro e plástico

O material tem menor impacto ambiental e é tão resistente quanto o vidro

São Paulo – A mesa de vidro da cozinha da sua casa pode ser feita de madeira no futuro. Isso porque cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, conseguiram deixar o material tão transparente e resistente quanto o vidro. 

Com a técnica que remove componentes químicos e a coloração natural do tronco das árvores, a madeira pode se tornar uma opção de material para a confecção de móveis e até de projetos arquitetônicos com menor impacto ambiental, já que a madeira tem tempo menor de biodegradação do que o plástico.  

“Ficamos muito surpresos com o quanto o material pode ser transparente”, declarou Liangbing Hu, em seu texto sobre o projeto no Advanced Materials

O processo que dá transparência à madeira tem duas etapas. Primeiro, é preciso cozinhá-la em água, hidróxido de sódio e outros produtos químicos por cerca de duas horas.

Dessa forma, lignina, molécula responsável pela cor da madeira, é eliminada. Feito isso, os pesquisadores derramaram epóxi sobre o material para torná-lo mais resistente – vale notar que esse componente é prejudicial ao meio ambiente.

Madeira transparente: material foi desenvolvido na Suécia (Reprodução/Liangbing Hu)

Qual é o problema com a madeira transparente? Por enquanto, o tamanho. Os cientistas só puderam criá-la com o tamanho máximo de cinco por cinco polegadas com espessuras que variam entre a de uma folha de papel e a de 1 cm. 

Na Suécia, há um projeto similar ao que é conduzido nos Estados Unidos. Ele é de autoria de Lars Berglund, pesquisador do Instituto de Tecnologia KTH Royal. A ideia é parecida com a dos cientistas da Universidade de Maryland.

Madeira: material ficou 85% transparente com nova técnica química (Divulgação)

O processo consiste na remoção da cor de pedaços finos da camada superficial do tronco de uma árvore. Com isso, a transparência obtida é de 85% — número que Berglung espera aumentar com mais tempo de pesquisa.

“Muitos arquitetos demonstraram interesse, eles querem levar mais luz para os seus prédios”, disse Berglund, segundo o FastCoDesign

No entanto, o pesquisador acredita que o processo pode ser caro para o consumidor final, apesar de viável para a produção em massa. 

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