Nuvem torna o marketing mais eficiente

Com softwares vendidos sob demanda, agências digitais ganham excelência para oferecer serviços a seus clientes

Nos últimos anos, o marketing ganhou uma aliada: a computação em nuvem. Por meio dessa tecnologia, empreendedores conseguem testar novas ideias sem precisar fazer um investimento enorme como antes. Um dos motivos é a possibilidade de pagar pelos softwares de relacionamento com o cliente e de controle de projetos como um serviço. Isso poupa as agências digitais dos custos de instalação e desenvolvimento de soluções próprias, que demandariam a contratação de profissionais especializados.

No modelo de software como serviço, ou SaaS, na sigla em inglês, paga-se apenas pelo que se usa, como mensalidade. O sistema roda na nuvem – e por isso não é preciso se preocupar com capacidade. “Até algum tempo atrás, era preciso prever a demanda de uso de um software no futuro e ficar um bom tempo com espaço de processamento ocioso”, diz Gabriel Borges, especialista em marketing digital e fundador da agência Ampfy, que trabalha com novas mídias. “Isso dificultava o trabalho de muitas agências, que ficavam sem acesso a sistemas mais completos.”

A mudança traz muitos benefícios para as análises de marketing digital, área que deve crescer significativamente nos próximos anos. Um levantamento da Universidade Duke realizado no ano passado indica que o gasto com plataformas como Facebook e Twitter representa, hoje, 9% da verba total de marketing das empresas. Os mais de 350 executivos ouvidos pela pesquisa disseram que, nos 12 meses seguintes, a parcela subiria para 13% e, nos próximos cinco anos, para 21%. 

Ao se tornarem mais importantes na estratégia de marketing, as redes sociais permitirão às empresas ter uma leitura mais próxima dos anseios de seus consumidores. Mas, para isso, será preciso saber interpretar o que eles têm a dizer. As melhores ferramentas são os softwares de relacionamento com o cliente, também conhecidos como CRM. A boa notícia é que a nuvem tem permitido a muitos empreendedores ter acesso irrestrito a essas ferramentas.

Segundo um levantamento do Gartner, o mercado mundial de CRMs cresceu 13,3% do ano passado, de 20,4 bilhões de dólares, em 2013, para 23,2 bilhões de dólares em 2014. O estudo também concluiu que 47% da receita de CRM veio de versões baseadas no modelo de SaaS, o que aponta para o potencial de crescimento que essas ferramentas possuem.

Entre as vantagens do CRM na nuvem estão a economia (já que eles custam menos do que uma solução própria) e o tempo de instalação. Em alguns casos, a implementação é instantânea, pois o programa pode ser acessado a partir do navegador do usuário. Como a cobrança também é feita de acordo com o volume de uso, é possível estimar melhor quanto vai custar a operação. 

Esses programas podem ser acessados a partir de qualquer dispositivo, seja smartphone ou notebook, o que facilita o trabalho dos analistas de marketing. Essencialmente, a tecnologia da nuvem deixa o relacionamento com o consumidor mais inteligente e mais leve para a empresa, com a diminuição de desperdícios.

Além disso, os CRMs na nuvem são mais preparados para interpretar o comportamento do consumidor, por meio de ferramentas de análise de dados. Essa capacidade aparece entre as cinco principais razões para o uso de sistemas de nuvem dentro das empresas, segundo pesquisa da KPMG. 

As possibilidades aumentam ao se considerar a tendência da internet das coisas. Segundo um levantamento da consultoria McKinsey, até 30 bilhões de objetos serão conectados à internet em 2020, ampliando muito a capacidade de extrair e interpretar dados relacionados a comportamento de consumo. Será possível conectar esses aparelhos diretamente aos sistemas de CRM, oferecendo aos profissionais de marketing informações bem apuradas.

Em resumo, a tecnologia de computação em nuvem pode ajudar o marketing digital em duas frentes: a primeira é a facilidade no acesso a software especializado, como ferramentas de CRM, que se tornam mais baratas e flexíveis, assim como a infraestrutura de servidores. A segunda é no uso de ferramentas, baseadas na nuvem, que ajudam na organização diária das agências. 

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