O que acontece se um astronauta fica doente no espaço?

O melhor lugar para passar mal, definitivamente, não é fora da Terra

Ficar doente é ruim, mas passar mal quando se está 250 km ACIMA do hospital mais próximo tende a ser pior.

Essa é a realidade dos astronautas atualmente: o espaço é um local onde, apesar das promessas para o futuro, uma das únicas certezas é de que não dá para chamar o SAMU.

Não também como se os viajantes espaciais estivessem dependendo apenas de sua própria sorte, existe um sistema que tenta ajudar os enfermos.

Antes de viajar, os astronautas passam por um curso (com 40 horas de duração), que ensina como eles devem se portar caso ocorra algum tipo de emergência.

A Estação Espacial Internacional (que fica a 250 km de altitude, em média) também é equipada com livros médicos, kits de primeiro socorro, alguns litros de soro fisiológico, um aparelho que permite uma análise mais detalhada dos olhos, desfibriladores, e até um sistema portátil de ultrassom.

O problema é que a distância da Terra e o ambiente espacial não favorecem os astronautas. As pessoas a bordo da Estação conseguem se comunicar com quem está no planeta, só que essa troca de mensagens (que poderiam encaminhar o resultado de um ultrassom, por exemplo) levam alguns minutos atualmente. Tempo demais para um caso de emergência. Além disso, a falta de gravidade é um complicador relevante. O sangue e outros fluidos corporais poderiam sair flutuando pelo ambiente, isso poderia facilmente infectar qualquer coisa viva que esteja por perto.

Em casos mais graves, o ideal mesmo seria voltar para a Terra, mas a viagem, com duração de aproximadamente três horas e meia, também não seria das melhores.

“Em um vôo de retorno considerado bom, os astronautas podem vivenciar acelerações de 4 ou 5 Gs (equivalente a quatro ou cinco vezes maior do que a terrestre). Isso é bem desconfortável para uma pessoa saudável, e inimaginável para alguém em um estado crítico”, contou à BBC David Green, fisiologista aeroespacial da universidade britânica King’s College London.

Mas o futuro parece promissor. Existem algumas propostas sobre o que pode ser feito daqui para frente, uma delas é a criação de uma espécie de redoma de vidro preenchida por soro. Se o astronauta ferido entrasse nela, os fluidos não ficariam flutuando, e os sangramentos diminuiriam.

Outra possibilidade se baseia na esperança de que as cirurgias feitas por robôs avancem. E isso pode acontecer em dois âmbitos: tanto que os robôs sejam comandados por pessoas aqui na Terra (o que depende de uma melhor transmissão, em tempo real, entre nosso planeta e a base espacial), ou que as máquinas consigam realizar esses procedimentos (dependendo do desenvolvimento da inteligência artificial).

Enquanto as coisas não se resolvem, a melhor dica para os astronautas é: mantenham-se saudáveis.

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