Rata estéril dá à luz com ovário feito em impressora 3D

Para tentar combater esse problema, cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, olharam para a tecnologia das impressoras 3D

Infertilidade feminina é uma questão que atinge milhões de mulheres ao redor do mundo.

Para tentar combater esse problema, cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, olharam para a tecnologia das impressoras 3D.

O resultado é um bom sinal para a medicina nos próximos anos: uma prótese de útero, impressa do zero, possibilitou que ratas inférteis pudessem ter filhotes saudáveis.

A ideia foi construir uma espécie de andaime. Os pesquisadores produziram uma estrutura de gelatina com diversos pontos de apoio para que as células pudessem se escorar.

A armação, então, era forrada com folículos ovarianos (unidades esféricas que possuem o óvulo em seu estado mais imaturo, cercado por células hormonais que possibilitam seu desenvolvimento).

Depois disso, implantavam a estrutura nas cobaias. De acordo com o estudo, as próteses conseguiram criar ligações com os vasos sanguíneos que as cercam; e as cobaias – que antes haviam tido seus úteros removidos – tiveram seus círculos hormonais restaurados, voltaram a ovular, e foram capazes de dar à luz. 

Para funcionar, a prótese precisava de uma consistência muito precisa. A estrutura não podia ser muito rígida, já que os óvulos teriam que ter liberdade espacial para se desenvolver na área, mas também não funcionaria se fosse mole demais, já que o novo útero teria que ficar intacto após a cirurgia.

 A ideia é que o procedimento um dia tenha seu paralelo na medicina humana, auxiliando mulheres que nasceram com deficiência em seus ovários, ou que acabaram desenvolvendo algum tipo de problema durante a vida.

“Uma das principais preocupações por parte de pacientes diagnosticados com câncer, é como o tratamento pode afetar na sua fertilidade e saúde hormonal”, diz, Monica M. Laronda, responsável pelo projeto.

“Estamos desenvolvendo novos modos de restaurar a qualidade de vida dessas mulheres, ao projetar biopróteses”, afirma. 

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